web2.0? – parte 2

É fundamental destacar que a Web2.0 não se refere a uma “nova” internet, mas aos efeitos das mudanças acumuladas em muitas atualizações da linguagem HTML, a qual permite hoje, em essência, uma grande interação com os conteúdos publicados online. Os internautas não são mais meros navegadores, mas também criadore. Passaram de consumidores para produtores de conteúdo. A rede é um lugar onde tanto se obtêm, quanto se publicam informações. Além de a informação estar disponível em outras mídias como vídeo e áudio, e não somente texto, a tecnologia ficou mais acessível, intuitiva. É possível produzir e publicar informações sem grande conhecimento de programação e sem a necessidade de softwares licenciados porque vários recursos de interação, colaboração e publicação estão disponíveis online, inclusive gratuitamente.

Mesmo que a expressão web2.0 exista para diferenciar substancialmente as primeiras páginas estáticas da forma como os usuários utilizam a internet hoje em dia,  tudo isso não passa de uma evolução natural. Tim Berners-Lee, principal cientista que concebeu a estrutura da rede mundial de computadores e atual diretor do consórcio de pesquisadores responsável pelas atualizações da linguagem de funcionamento da internet (W3C), imaginou a World Wide Web como um meio de colaboração, um lugar onde “podemos nos encontrar, e ler, e escrever”. Essencial é compreender a web2.0 como uma condição natural da internet, fruto de seu próprio aperfeiçoamento, e como uma tentativa de conceituar e contextualizar o significado dos efeitos desta evolução na forma como as pessoas estão interagindo entre si por meio da tecnologia.

Como rede social, a web2.0 foi um agente fundamental de mudança na maneira como as pessoas se comunicam. Na internet, a experiência de telecomunicação – literalmente comunicação à distância – parece estar sendo finalmente vivida de forma completa, possibilitando a construção de telecomunidades – grupos de pessoas em situação de relação e correspondência, porém geograficamente distantes. Foi a utilização autoral do ciberespaço que possibilitou o surgimento destas comunidades virtuais, destas agregações de pessoas em torno de interesses comuns, em relações suficientemente longas a ponto de alterarem inclusive suas comunidades no espaço real, ligando-as, estendendo-as, aproximando-as. É um novo lugar de interação que expande o conceito de comunidade em função da dispersão geográfica dos seus membros.

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