Diálogo e Estrutura Curricular em relação à autonomia do aluno

O diálogo instrucional é mais que uma simples interação. Cada parte envolvida tem o poder de determinar o propósito, a construção, o valor e a duração do diálogo. Sendo assim, sua natureza é sinergética e positiva, há algo que une e identifica os participantes. Aqueles que se encontram em situação de diálogo são ao mesmo tempo emissores e receptores do discurso. Neste caso, o discurso busca promover a compreensão qualificada por parte do aluno. A natureza do meio de comunicação escolhido tem grande impacto na extensão e qualidade do diálogo entre professor e aluno. Quanto mais interativa sua natureza, isto é, quando os meios de comunicação permitem troca de ideias, de forma imediata ou não, é possível diminuir a distância transacional.

A estrutura do curso expressa a rigidez e a flexibilidade dos objetivos educacionais, as estratégias de ensino, os métodos de avaliação e a habilidade de contemplar necessidades individuais de cada aluno. Programas muito estruturados interferem no diálogo e instalam uma distância transacional significativa. A relação entre diálogo e estrutura é um dos maiores determinantes da distância transacional. Quanto maior a distância, maior tem de ser a autonomia do aluno para tomar decisões a respeito, mas a autonomia do aluno não depende de quem prepara a aula.

O sucesso dos objetivos de quem concebe um curso depende do uso apropriado das oportunidades de diálogo e da estruturação adequada dos materiais de aprendizagem no sentido de estimular a autonomia do aluno e suprir sua falta ou deficiência.

 

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